Que bom!

outubro 30, 2009

Mas olhe e ponha a cabeça pra fora.
Olha só!
Dava para estar sem camiseta.
Sinto isso. Sei que com esforço posso suar.
Parado sinto só a brisa
deixo a brisa solta.

Vem cá. Perceba.
Estamos longe do mar
mas a maresia chega.

Escuta, depois dali, ali.
foi um canto ou foi o vento?
Para onde vamos mesmo?
Acho que o meu relógio quebrou.
Que bom!

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Para os cientistas

outubro 23, 2009

Senhores cientistas, por favor!
Não me expliquem o que é a água,
o que são as nuvens, por quê há vapor.
Não me interessa saber o por quê.
A essas coisas quero somente ver
e poder escrever como elas são bonitas e me tocam
e tocá-las quando possível, e bebê-las quando capaz.
Deixem-me admirar o mundo em paz.

Senhores cientistas, cuidado com o exagero!
Seja por prestigio ou por dinheiro
ou por mera vontade de salvar o mundo.
O saber tem um lado sujo!
Mesmo em Dumont e Einstein,
por mais pura que sejam suas vontades.
Suas idéias foram frutos de muita destruição
(e não foque na minha rima quando digo que os dois juntos
somam Nagasaki e Hiroshima).

Essa orgia de tecnologia e ciência
às vezes vai longe demais.
Já basta criar cura para cada deficiência
e achar uma deficiência em cada cura.

Para morte da vida não há cura
-o que é natural-
deixemos de lado todos os porquês
pois não há saber de verdade.

Levíssimo

outubro 16, 2009

Um cálculo matemático jamais saberá qual será a próxima forma de uma nuvem.
E nuvem nenhuma jamais saberá um cálculo matemático.

O Trabalho do homem.

outubro 13, 2009

O trabalho do homem é a vida,
e a vida da muito trabalho.

Comer todo dia
e digerir.
ver o mundo
e entender.
Respirar sempre…

Quanta coisa!

Fora isso, fora viver,
também temos que saber ceder
trocar e dialogar
ter calma!
Como ter calma se a vida é uma bomba relógio?!
Quando vou morrer?
Sei lá…

Ainda tento ter prazer!
Diante de toda a fatalidade que é viver
tento viver e ter prazer.
Faça me rir!
Isso é quase impossível…

O homem já voou
e respira de baixo da água.
Mas o homem ainda não consegue
viver com um pouco de calma.

Para o homem não existe a calma.
Para o homem não existirá calma.

Cansaço Cruel

outubro 5, 2009

O corpo
quando quase cansado demais
aguenta à beira de uma queda
todo o peso do mundo.
E quando cansa de vez, não aguenta nem o ar no pulmão
nem o sol na vista
nem ideia alguma
nem a vida em si.

O cansaço mata o homem e ri.