asfixia

agosto 2, 2013

Sinto como se tivesse me afogando
e o pior de tudo é que eu respiro.
E embora a morte um dia seja alivio,
viver ainda é o que faço e não tem cura.

O desespero que me toma, não tem raiz.
São apertos sem razão que não desistem.
É árvore que cresce para a queda
uma forma de lenha pra poema.

Não há sono que me acalme o pensamento,
tão pouco dura, a paz de quando acordo.
Tenho plena consciência do que sinto…
É queda livre vendado contra o tempo.

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