Contínuos

janeiro 19, 2012

Não que independesse de você,
pois depende.
Mas independente disso,
Gostei de você
muito além do que apenas como amigo.
Você me traz sorriso.
E agora refém neste conflito,
Quero devolver arrepios
contínuos.

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Da terra, da planta.

janeiro 19, 2012

O que vem da terra
que não é terra
é tanto..
A terra crua é ruim pra gente
mas é bom pra planta.

A terra por si só
é terra.
Com planta,
é alquimia!

O que vem da terra
mais água
mais planta
não te espanta?

Que filtro é esse que tem na planta
que cresce árvore
que dá flor e que dá fruto?

O que tem de cor na terra
fora barro e lama?
Que tipo de alquimia é essa de planta
que faz flor bonita
Azul e branca?

De onde vem o cheiro da flor
que não tá na terra?
Da onde que ela tira?
Como é que ela libera?

Como é que da terra nasce fruta
que nasce verde
fica madura?
Da mesma terra vem laranja e vem uva!
E terra tem gosto de terra,
nem tem gosto de verdura.

O filtro que vem da planta,
me alegra e me espanta.
Ela mostra o que esconde terra
essa bruta fonte
lama.

Dependência

janeiro 19, 2012

Inspiração oceânica,
gigante e escrava das marés.
Pensas que és presa a água,
que besteira…
A água é o que te faz
a lua é o que te leva.

De longe vejo a tempestade

janeiro 16, 2012

Sei que vejo distante
gigante
vindo
uma terrível tempestade.
Aqui há mormaço e calmaria,
mas vem depressa
em minha direção,
não a chuva que irriga,
sim a chuva que alaga.
Raios e trovões
a lua treme.
A tempestade vem, tudo bem,
que venha.
Não tenho medo de chuva.
Nadarei se preciso
respirarei se capaz.
Chuva capataz,
vai passar.
Sempre passa.
Basta paz,
falta calma.

Autoria

janeiro 15, 2012

Queria me tornar um personagem
de uma história escrita por mim mesmo.
Tendo a certeza de que quando eu escrevo,
me perco escravo de minha própria trama
de tal forma, que minha história seria um caos risório;
mistura de comédia poética e drama.
E mesmo embora minha história saísse surtada,
teria comigo uma grande certeza:
Não faltaria comida na mesa
e um longo trecho se passaria na cama.
Vinho seria barato, não caro
e a amada diria que me ama.

Ah! Queria me tornar um personagem
de uma história escrita por mim mesmo.
E viver como uma metáfora delirante
perdido em parágrafos sobre andar descalço
descrevendo detalhes sobre algo grande.
Minha vida narrada seria simples,
sem vilões, sem desastres de qualquer tipo.
Uma história normal, cotidiana,
com pequenos conflitos de quem ama
e a facilidade de um narrador amigo.
Seria uma narrativa bonita
do tipo gostosa de ler
com inspirações de uma vida tranquila;
a vida que eu quero ter.

Sobre o sol e a chuva

janeiro 14, 2012

I
Dias de chuva pesada
são aqueles que fazem do dia, noite.
Dias obscuros.
Dias sem Sol

II
Dias de chuva pesada
são aqueles que veem em camadas.
Dias de nuvem.
Dias de sol.

Brisa

janeiro 13, 2012

Quando a brisa bater, me avise;
assim saberei que estou no nordeste.
Dizem que a brisa de lá carrega um perfume próprio
feito de areias e algas da praia.
Mas quando sinto esse cheiro, nego o que dizem.
Sinto que ela trás em si uma outra essência.
Sei que a brisa é vento curioso
que te encontra sempre de surpresa.
E a mesma brisa vem e me conta,
com sua sincera certeza,
tudo que soube de ti.
Mas como entender o que a brisa fala,
se brisa fala cheiro?
Por sorte, muita sorte
quando é seu cheiro, eu entendo.

Transbordo

janeiro 7, 2012

O que vem de ti, inunda.
Me cobre, por completo,
até o fim da cabeça.
É água forte, correnteza.
Mar oceânico, profundo.

O que vem de ti, alaga.
Transborda, invade as margens,
carrega todo e qualquer pensamento.
É água clara, sentimento.
É respirar de baixo d´água.

Deus se perdeu no carnaval

janeiro 4, 2012

Deus se perdeu no carnaval
e achou muita graça.
Acho que foi a cachaça,
pode ter sido a fumaça,
dizem que foi a mulata.
Não se sabe o que ele sabe
nem o tanto que ele esqueceu.
Se sabe que em nove meses
nasce o filho divertido de Deus.

Poeira

janeiro 4, 2012

Limpar;
terrível obsessão.
Limpa-se, esfrega-se
tantos líquidos cheirosos
perigosos aos olhos.
Todo dia ou dia-sim-dia-não
e mesmo assim, independente do esforço
a poeira volta insistente
para o exato lugar onde estava antes.