Inquietude da poetude.

junho 30, 2009

Ah! Esqueci de novo o que ia escrever!
Não que fosse algo banal, nem muito importante,
mas ia me fazer escrever
e isso para mim já faz valer a pena.

Era um jogo de palavras
seria algo divertido.
Mas agora eu não lembro um pio
da ideia que me atravessou a cabeça…

Agora,
antes que eu enlouqueça
devo falar algo de peso.

Antes que alguém me esqueça;
Não se esqueça:
Jaz nestas palavras minhas e em todas as outras minhas palavras
uma alma inquieta.

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Pesos

junho 30, 2009

No mais, tudo foi em vão.
Quase como se não tivesse acontecido…
Totalmente esquecível.
Realmente não importa…

E o pior é que foi importante!
Mas como na ocasião não importou
deixou de importar
para ela.
Para mim ainda é o mundo todo.

Para sempre meu coração vai estar partido
não por causa de uma
mas por causa de várias
por causa de muitas
infinitas
desilusões.

Não existe, para mim, um grande amor
existe somente o imponente nada
para mim existe o nada
e o nada, eu abraço.
O nada é tudo que tenho.

Não existe romance
não existem paixões
não para mim.

Eu juro que tentei
e isso eu exclamo para o mundo:
Eu juro que tentei!
Mas tentar não é o suficiente.

Eu morro um pouco,
não posso negar.
A tristeza toma o corpo
a fraqueza toma a alma
tentar para que?
Para nada!

Respirar é tão difícil
Sonhar tão impossível!
Chorar tão provável…

Não há caminho
não há saída
não há
não sou.
Se sonho, o que sonha é o pouco que me restou.

Para que viver?
se a vida se faz tão ingrata?!

Sou o vira lata que comeu o veneno de rato e morreu.

Dimmer

junho 25, 2009

Menos. Menos um pouco mais
não foi o bastante
agora menos um pouco
mais um pouco
um pouco
aí.

Para tanto, meu querer será sincero
ao que guarda o íntimo da vontade,
desejo do que se entrega inteiro:
Um sonho traiçoeiro de verdade.

Seja o que for aquilo no qual quero,
entrego minha vida e liberdade
no fio de um delírio derradeiro
por vida, por sina, por outra beldade.

No desespero de ver perder a chance,
de ver um grande sonho desperdiçado,
momentos se ausentam do meu alcance,

desespero de mais um desesperado.
Na tortura de lembranças, de nuances,
não há cura para quem se vê culpado.

Grandiosidade

junho 13, 2009

Queria escrever um grande poema
mas esse poema
será curto
e nada especial.