Para Manoel de Barros

março 16, 2010

A surpresa veio de repente e deixou de ser surpresa quase no mesmo momento.

Quando eu ando na rua, meu pé faz passo, passo, passo, passo, passo, passo.

Nos tempos de cólera, tento adiantar o relógio.

O sapato prendeu o ar do meu pé.

Se eu fosse jacaré, não sonharia com acessório de pele.

Quando uma menina me habita, sai faísca.

Quando a saudade pousa em mim, minhas folhas caem.

No mergulho do sono, me afundo em águas rasas.

Meus dedos têm mania de minhoca.

Sou o canhoto da minha mão direita.

As mãos dadas são o nó dos namorados.

Uma mosca pousou na minha conversa.

Quem entender a simplicidade do amanhecer
Com certeza entenderá o por do sol. (Não há o que entender)

Poema do Sim

março 16, 2010

Não.