A insônia me ocupa o sono
e o futuro acaricia meus anseios.
Enquanto eu agonizo a liberdade,
amanhã cedo comprarei mais queijo.

O que serei além do que sou?
Cabe em mim o que não estou sendo?
Escrevo pra soar bonito
as dúvidas que me mantêm aceso.

Nesse mundo não há paz para gracinhas
se não se sabe contar piadas.
Assim são todas as coisas…
Para cada qual, sua própria parada.

Os dados estão postos sobre a mesa
e se antecipam quanto a sorte que virá.
Mas cabe a força da mão tremula
jogá-los pelo acaso, pelo sonho, contra o azar.

Eu temo o medo que tenho do futuro.
Temo mudo, com uma coragem pálida.
Mas enfrento com o coração batendo
e sigo indo enquanto houver mundo.

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