Poema com pressa

abril 15, 2013

Neste fim de domingo,
já sinto a nova semana.
Meu pouco sono se acumula,
a preguiça me emociona.
Segunda feira se impõe,
a pressa se acomoda.
O alarme se prepara,
a cama se posiciona.

Mais cinco dias estão vindo,
lá vem a pressa para toda hora.
O corpo cansado implora:
“não é hora de estar dormindo?”
Já indo, me emociono
com tamanha falta de tempo.
Ainda cansado sento e tento,
mesmo quase caindo,
escrever algum tipo de prosa.

A perda de tempo que tenho
não está nas madrugadas.
Está de fato nas horas cumpridas
nos atos de fardas
que me afastam da liberdade
de poder focar-me em fazer nada
ou então do que é mais importante
que é viver sem sofrer bastante
ou de escrever poemas tomando uma limonada.

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