Cavidade

agosto 26, 2012

Eu juro que já não sei mais
e que não tenho o que fazer:
Tenho a Paixão que dói de dia
e que anoite não traz prazer.

É um gosto guardado na boca,
De saliva, não de mel.
É um toque e um cheiro sensível,
Não divino, não de céu.

É doença que não tem cura.
É saudade que não se mata.
Não é questão de ser pura,
nem por razão de ser rara.

O que acontece, é a vida.
E sua espontânea vontade.
Do coração dado, ficou a ferida
e por dentro, só cavidade.

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